O Mundo Pós-SPED de Pedro André da Silva Dias

O Mundo Pós-SPED

Bom, como vimos em outras publicações, o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital – , veio pra ficar, e com ele trouxe uma gama de novidades que a parte do empresariado não estava acostumado.

Trabalhamos desde 2008 com SPED, e o que posso notar é que este projeto exige muita humildade e interesse de seus participantes. Ora, é comum vermos ainda em pleno ano de 2012, empresários e contabilistas fora de mercado no que tange a SPED. A falta de conhecimento sobre o que se trata, e como lidar com as informações exigidas faz com que as pessoas fiquem acomodadas. Falta visão sobre os impactos que o SPED trará para as empresas e seus contadores.

Contador que não se preocupa a fio na geração da escrituração, se preocupa apenas em validar e transmitir, está cavando o buraco para a empresa cair.

É importante lembrar que o fisco se muniu de um importante agente fiscalizador em tempo real que o permite confrontar valores de forma mais eficaz. Em relação às empresas e às organizações contábeis, a preocupação com a prorrogação vai além do tempo para adaptação.

Esperar que o governo prorrogue novamente, jogar a responsabilidade pra cima do contador e esperar de braços cruzados, achar que alguém que trabalhava em empresas de sistemas tem capacidade para fazer com excelência a escrituração para você, é no mínimo um absurdo, porém, é o que tem ocorrido.

Está cheio de “furoes”  querendo se dar bem, em meio a tudo isso, e não estão preocupados com a confidencialidade, qualidade e normas tributárias a serem respeitadas. Deve-se buscar alguém com critérios, procedimentos e conhecimentos profissional para trabalhar nesta área para a empresa.

Não é incomum, ver programadores fazendo o serviço técnico-tributário, e profissionais contábeis assinando escriturações que nem sequer atestaram a veracidade das informações.

O fisco bateu recorde em 2011 ao descobrir  R$ 109,3 bilhões em valores sonegados, superando em 21,25% as autuações em 2010. Para inibir a sonegação o fisco tem elevado em até 150% o valor das multas nas autuações, quando caracterizado fraude pela empresa. Isso é a função do SPED, esmiuçar a vida do contribuinte em tempo hábil para que não se crie margem para erros e fraudes. E com isso vem a responsabilidade comentada a cima.

Não estamos lidando com arquivos, e sim com documentos digitais. Será que um informativo que pode levar sua empresa à falência em poucos meses, é um problema só do seu contador?

Fique atento com o que andam fazendo com a parte legal da sua pessoa jurídica, o futuro pode trazer surpresas não tão agradáveis.

“As organizações precisam de criatividade para encontrar parceiros que possam complementar suas forças e compensar suas fraquezas.” (P. Kotler)

Reflita!

Pedro André da Silva Dias
CRC-RS/MT 089450
Especialista em auditoria tributária digital

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.